Lula diz que busca diminuir dependência do dólar--CNBC
Qui, 24 Set, 06h58
NOVA YORK (Reuters) - O Brasil está discutindo com outros grandes países em desenvolvimento a possibilidade de fazer comércio com as próprias moedas para reduzir a necessidade de dólares, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira.
Em visita aos Estados Unidos para o encontro do Grupo dos 20 nesta semana, Lula disse ao canal de televisão norte-americano CNBC que está preocupado com a valorização do real, que avançou 29 por cento contra o dólar neste ano.
"Sempre fico preocupado quando nossa moeda está sobrevalorizada", afirmou.
O presidente disse, no entanto, que esse é o risco de um regime de câmbio flutuante, e acrescentou que a redução na dependência ao dólar é uma maneira eficaz de manter a taxa de câmbio do país competitiva no longo prazo.
Para isso, ele reiterou que há discussões em curso com outros grandes países em desenvolvimento, como China e Índia, sobre conduzir operações comerciais através de suas próprias moedas.
"Esperamos ter um acordo até o ano que vem", disse Lula à CNBC.
Prevendo que a economia brasileira pode crescer até 5 por cento no próximo ano, Lula afirmou que o país deve ter cuidado para não desperdiçar os benefícios potenciais das enormes descobertas de petróleo realizadas em seu litoral.
Para isso, o Brasil terá de investir na experiência necessária para extrair o máximo valor possível de suas reservas de petróleo, por meio da produção de um grande conjunto de produtos ligados à energia.
"Não queremos vender petróleo bruto", afirmou ele.
(Reportagem de Pedro da Costa e Gertrude Chavez)
NOVA YORK (Reuters) - O Brasil está discutindo com outros grandes países em desenvolvimento a possibilidade de fazer comércio com as próprias moedas para reduzir a necessidade de dólares, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira.
Em visita aos Estados Unidos para o encontro do Grupo dos 20 nesta semana, Lula disse ao canal de televisão norte-americano CNBC que está preocupado com a valorização do real, que avançou 29 por cento contra o dólar neste ano.
"Sempre fico preocupado quando nossa moeda está sobrevalorizada", afirmou.
O presidente disse, no entanto, que esse é o risco de um regime de câmbio flutuante, e acrescentou que a redução na dependência ao dólar é uma maneira eficaz de manter a taxa de câmbio do país competitiva no longo prazo.
Para isso, ele reiterou que há discussões em curso com outros grandes países em desenvolvimento, como China e Índia, sobre conduzir operações comerciais através de suas próprias moedas.
"Esperamos ter um acordo até o ano que vem", disse Lula à CNBC.
Prevendo que a economia brasileira pode crescer até 5 por cento no próximo ano, Lula afirmou que o país deve ter cuidado para não desperdiçar os benefícios potenciais das enormes descobertas de petróleo realizadas em seu litoral.
Para isso, o Brasil terá de investir na experiência necessária para extrair o máximo valor possível de suas reservas de petróleo, por meio da produção de um grande conjunto de produtos ligados à energia.
"Não queremos vender petróleo bruto", afirmou ele.
(Reportagem de Pedro da Costa e Gertrude Chavez)
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